domingo, 18 de setembro de 2016

Marieke Vervoort - Trajetória nos esportes

Ouro - Londres 2012
Campeonato Mundial - Doha 2015 
Prata - Rio 2016
Recordes
Acrobacia aérea
Vervoort tinha 14 anos quando foi diagnosticada com "tetraplegia progressiva". Passou a adolescência consultando especialistas "que não sabiam o que eu tinha e me davam más notícias", comentou a atleta.
"Estava muito deprimida e um dia decidi que bastava, que tinha que voltar a viver", continuou a atleta, que havia tentado o suicídio.
Em 2007 ela começou a jogar basquete de cadeira de rodas, depois participou de uma competição de triathlon no Hawai. Em 2008 sua doença se agravou e ela não pôde mais competir no triathlon e passou a treinar para competir na corrida de cadeira de rodas.
O sucesso esportivo representou um combate contra as dores cada vez mais insuportáveis. Praticar esporte é como um remédio. “Posso colocar meus medos e raiva para fora” diz Vervoort, que costuma treinar escutando música a todo volume e até pouco tempo desenhava com desenvoltura, mas subitamente começou a perder a visão e essa condição a privou desse prazer.
Nas crises de dor a atleta chega a desmaiar, mas mesmo assim é possível que esteja no treino de manhã, após uma noite de crise. Também tem dias que não consegue terminar seu treinamento. Seu maior desafio no esporte é que precisa adaptar os treinos a seu estado de saúde.
No Rio 2016, a belga conquistou a medalha de prata na prova de 400m, da classe T52, em que os competidores correm em cadeiras adaptadas com três rodas. No campeonato mundial em Doha, Qtar, conquistou o tricampeonato do mundo (100 m, 200 m e 400 m) em 2015. E nas Olimpíadas de Londres, em 2012, a atleta ganhou ouro na corrida de 100 m da classe T52 e prata na de 200 m.
Para Marieke, os Jogos Rio 2016 seriam de despedida. No sábado (17.09), penúltimo dia das Paralimpíadas, a prova dos 100m T52 marcaria o seu adeus às competições de atletismo. O objetivo é passar mais tempo com a família e amigos. “Não é porque eu não ame o esporte, mas porque é muito difícil. Não quero mais competir em alto nível, porque tenho que treinar todo dia e no resto do dia tenho que descansar para ganhar mais energia”.
Marleke Vervoort tem muita vontade de voltar a praticar acrobacia aérea, viajar ao Japão e organizar um museu consagrado a sua memória.

"Colecionei tudo: os artigos, as reportagens na televisão, as cartas de apoio, meu material esportivo. Esse é meu maior sonho, ter toda minha carreira em um museu", diz a atleta.

Fontes:

2 comentários:

  1. A duas semanas atrás saiu um vídeo onde ela relata que ainda não vai cometer o ato. Pois vai esperar por dias piores.

    Katia Maria.

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