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| Ouro - Londres 2012 |
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| Campeonato Mundial - Doha 2015 |
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| Prata - Rio 2016 |
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| Recordes |
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| Acrobacia aérea |
Vervoort tinha 14 anos quando foi diagnosticada com "tetraplegia progressiva". Passou a adolescência consultando especialistas "que não sabiam o que eu tinha e me davam más notícias", comentou a atleta.
"Estava muito deprimida e um dia decidi que bastava, que tinha que voltar a viver", continuou a atleta, que havia tentado o suicídio.
Em 2007 ela começou a jogar basquete de cadeira de rodas, depois participou de uma competição de triathlon no Hawai. Em 2008 sua doença se agravou e ela não pôde mais competir no triathlon e passou a treinar para competir na corrida de cadeira de rodas.
O sucesso esportivo representou um combate contra as dores cada vez mais insuportáveis. Praticar esporte é como um remédio. “Posso colocar meus medos e raiva para fora” diz Vervoort, que costuma treinar escutando música a todo volume e até pouco tempo desenhava com desenvoltura, mas subitamente começou a perder a visão e essa condição a privou desse prazer.
Nas crises de dor a atleta chega a desmaiar, mas mesmo assim é possível que esteja no treino de manhã, após uma noite de crise. Também tem dias que não consegue terminar seu treinamento. Seu maior desafio no esporte é que precisa adaptar os treinos a seu estado de saúde.
No Rio 2016, a belga conquistou a medalha de prata na prova de 400m, da classe T52, em que os competidores correm em cadeiras adaptadas com três rodas. No campeonato mundial em Doha, Qtar, conquistou o tricampeonato do mundo (100 m, 200 m e 400 m) em 2015. E nas Olimpíadas de Londres, em 2012, a atleta ganhou ouro na corrida de 100 m da classe T52 e prata na de 200 m.
Para Marieke, os Jogos Rio 2016 seriam de despedida. No sábado (17.09), penúltimo dia das Paralimpíadas, a prova dos 100m T52 marcaria o seu adeus às competições de atletismo. O objetivo é passar mais tempo com a família e amigos. “Não é porque eu não ame o esporte, mas porque é muito difícil. Não quero mais competir em alto nível, porque tenho que treinar todo dia e no resto do dia tenho que descansar para ganhar mais energia”.
Marleke Vervoort tem muita vontade de voltar a praticar acrobacia aérea, viajar ao Japão e organizar um museu consagrado a sua memória.
"Colecionei tudo: os artigos, as reportagens na televisão, as cartas de apoio, meu material esportivo. Esse é meu maior sonho, ter toda minha carreira em um museu", diz a atleta.
Fontes:
http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2016/09/13/interna_internacional,803459/marieke-vervoort-e-o-esporte-como-unica-razao-para-viver.shtml Acesso em 18 de setembro de 2016.
http://indianexpress.com/article/sports/sport-others/rio-paralympics-2016-belgian-athlete-marieke-vervoort-says-not-yet-ready-for-euthanasia-3027516/ Acesso em 14 de setembro de 2016.
http://observador.pt/2016/08/05/marieke-vervoort-a-atleta-que-quer-morrer-depois-dos-jogos-paralimpicos/ Acesso em 18 de setembro de 2016.
http://www.brasil2016.gov.br/pt-br/noticias/doenca-degenerativa-aproxima-historias-de-corredora-belga-e-nadadora-brasileira Acesso em 18 de setembro de 2016.
Postado por Rosane.
Postado por Rosane.





Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirA duas semanas atrás saiu um vídeo onde ela relata que ainda não vai cometer o ato. Pois vai esperar por dias piores.
ResponderExcluirKatia Maria.